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domingo, 10 de novembro de 2013

O perigo de esperar do outro...

E em mais um momento de reflexão, aprendi que: 

A decepção acontece quando esperamos demais do outro... Ou quando, simplesmente, esperamos... Requer muita prática de renúncia dos "direitos adquiridos" para que não haja tantas cobranças de uns para com os outros... e assim evitar o maior número possível de desilusões de qualquer tipo ou natureza... Não é mesmo fácil... ainda mais quando se tratar de pessoas egocêntricas e/ou mimadas... que sempre tiveram suas vontades atendidas prontamente... Piora ainda mais quando falamos de pessoas com baixo grau de maturidade e experiência... Mas cada um precisa buscar seu auto-controle, no que tange as exigências pelo outro... Ninguém pode ensinar isso a ninguém só com palavras... Falar, somente, não resolve. Muito embora nem todas as pessoas aprendam a necessidade do desprendimento, é possível aprender através das "pancadas da vida"... 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O caminho é estreito, mas o Meu Redentor vive, então prosseguirei...

O caminho é estreito... Mas após ele tudo será totalmente diferente... 
Quanto mais o deserto parecer (ou for) maior, mais lutarei e avançarei, apoiada no amor do Meu Senhor... Se o Pai Celestial permite uma batalha ou um fardo é porque sabe que suporto... E sei que suporto por ter o Meu Deus sempre comigo... É com fé que o povo do Senhor segue em frente... Ainda que as circunstâncias não cooperem e o mundo nos aponte e tente nos derrubar... nós, servos do Senhor, sabemos que não andamos sozinhos... É fácil perceber a proteção e a misericórdia do Senhor, na vida de cada um de seus servos... Eu não tenho medo deste mundo, nem do deus deste século... Pois conheço O Deus a quem eu sirvo... O próprio Pai foi quem me escolheu e quis que eu o conhecesse... Sou grata ao Deus que me criou, pois Ele me resgatou, me amou e me escolheu desde o ventre de minha mãe... Não mereço o seu amor, pois sou pecadora... Mas foi Ele quem me amou primeiro, e por isso, já não vivo eu, mas Cristo vive em mim. Graças a Deus! O Meu Redentor Vive!! Ôh! Glória! 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Nova criatura, diante do Senhor...

"Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe o vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos [e ambos se conservam]." 
(Lucas 5.36-38)

É impossível agradar a Deus quando alguém toma posse da palavra do Senhor e a adapta às suas vontades e modos mundanos de viver. Do mesmo modo que não podemos usar um pano novo para costurar o velho, pois seria trabalho perdido... também não podemos fazer com a palavra de Deus o que bem entendermos... Quando alguém realmente serve ao Senhor, deve negar-se a si mesmo e procurar conhecer qual é a boa vontade do Pai Celestial... Através do sacrifício de Jesus somos novas criaturas, quando reconhecemos, de toda alma, este sacrifício. Mas para sermos, de fato, novas criaturas, no Senhor, é necessário que estejamos atento à voz do dEle. 

Do mesmo modo que não se põe vinho novo em odre velho - pois o odre estragaria e o vinho se perderia - também não se pode esperar que O Senhor derrame, sobre o homem, a porção do Espírito Santo... Se alguém vive de modo pecaminoso O Espírito do Senhor não habita nele. Pois se alguém vive desagradando ao Senhor, não está capacitado para receber, do Senhor, O agir do Espírito Santo.

Vinho novo deve ser colocado em odre novo...
Assim como:
Se alguém se torna nova criatura, através do sangue de Jesus Cristo, por certo, O Senhor o capacitará para receber a parte que lhe cabe do Espírito Santo. Pois este alguém procura viver em comunhão com O Senhor e rejeita as práticas que desagradam a Deus. Deus não tem compromisso com o pecado. Ele ama o pecador, mas abomina o pecado. Se alguém que sentir o agir de Deus em sua vida, precisa dar ouvidos ao que O Senhor fala. Quando o senhor capacita um servo fiel, é notório os frutos do Espírito Santo. O nome do Senhor é glorificado através de quem é fiel ao Senhor. Tanto o servo cresce, na presença do Senhor, quanto o Espírito Santo de Deus se faz sempre presente na vida deste... 

Quem quiser agradar a Deus, precisa ser nova criatura.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Uma centelha expressão do amor...

Quando quem você ama precisa de apoio, não tens o direito de abandonar...

E em mais um momento de reflexão... 
Sou presenteada com mais um aprendizado:
Eu não sei se você vai conseguir ou não... Tentarei te ajudar... Darei a ti todo o apoio que puder dar, e mesmo que você não consiga, eu ainda estarei aqui... Aprendi, com o amor, que devo cuidar a todo custo. Entendi que amar não é apenas um verbo, mas a melhor maneira para se viver. O amor é um pacto de cuidado e repouso para toda a eternidade... Porque é humilde, também nos torna humildes... Não precisa de nós para existir, mas para que ele seja percebido, sentido e vivido é necessário que estejamos dispostos a conhecê-lo, muito embora não sejamos nada sem o amor.

Quem ama, exorta...

Amar não significa concordar com tudo o que a outra pessoa diz ou faz... Ao contrário: é bom que também haja pensamentos ou ações divergentes... Para que assim exista aprendizado e crescimento de ambas as partes... Mesmo porque se houver alguma falha, o outro, que pensa ou age de maneira diferente, poderá exortar a pessoa amada... e mostrar-lhe em que a mesma pode melhorar como ser humano, mas principalmente como servo (a) do Senhor... O importante é que tudo seja feito com amor e paciência...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Independente das circunstâncias...

Exorte com amor. O que quer que façamos, seja de maneira amorosa. Nunca conheci e tenho certeza de que jamais existirá outra forma mais eficaz que o amor para exortar e ensinar. O amor é a única força capaz de resistir e suportar a todas as intempéries. Vai além da compreensão humana. É preciso ultrapassar a razão e as emoções humanas. Amar é uma decisão: Deus escolheu nos amar, ainda que não merecêssemos (e não merecemos). E o que fazemos com o amor que Ele nos dedica? Muitos o rejeitaram e outros mais ainda rejeitam. O amor existe em todo lugar, mas precisa ser aceito, para que seja percebido. Se você quer sentir o amor, precisa estar disposto a suportar todas as controvérsias da vida. Quem está disposto a amar, verdadeiramente? Aquele que aceitar não somente o lado bom do ser amado, mas também a parte espinhosa que lhe é inerente. Alguém ama tomar banho de chuva, no entanto adoece sempre que o faz; entretanto não desiste deste hábito... porque o ama. Não é apenas um hobby ou mania (ou qualquer outra significância deste tipo), é algo que o deixa tranquilo e em paz. O amor é viver em paz, mesmo no meio de guerras... Amar é ter forças para lutar, ainda que não se veja armas ou possibilidades de vitória; é nunca sair de sua posição; amar é a maior, melhor e mais forte decisão que alguém pode tomar na vida. Eu escolhi amar independentemente das circunstâncias, porque, mesmo que pareça (ou esteja) complicado demais ou dolorido demais, amar é, também, ter certeza. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Você não precisa ler

Você não precisa ler - leia se quiser -... Esse texto acabou numa "'mistureba' e desorganização da gota" Apenas gosto de escrever.
Mudança repentina de humor... Coisas de adolescente... Hora alegre, hora triste... Num momento tá cheio de amor pra dar... e de repente tá odiando o mundo inteiro... Muda de comportamento 6/8 vezes ao dia... Pra ser sincera, acho que passei por minha adolescência, e não vivi isso... E se vivi, não lembro...
Ficava ocupada lendo, desenhando, escrevendo, correndo, estudando, cantando, dançando, brincando (sim, brincando, também)... Apesar de muitas coisas, Deus deu condições pra que cada fase de minha vida fosse sempre muito tranquila e saudável... Talvez esteja mesmo é faltando uma boa dose de disciplina, como a que minha mãe impôs para mim e meus irmãos... Sim, impôs... afinal viúva, ou tinha mão de ferro ou não criaria três guris... Amadureci muito cedo, mas contraditoriamente, não perdi nenhuma etapa de minha vida... Fui criança e adolescente saudável, mas já com pensamentos e atitudes além do meu tempo... Sou jovem tranquila, mas já com pensamentos idiossincráticos... (risos) Tenho alguns aspectos de gente idosa... Como serei, psicologicamente, quando chegar à velhice? (mais risos)
26 em idade cronológica, 20 em aparência, a psicológica não interessa e 60 anos em saúde (essa é a parte tanto trágica quanto cômica)
Não tenho o que reclamar da vida... também não possuo frescuras (acho que não)... Mas sou ranzinza, teimosa, chata... Nem tanto mandona; gosto de obedecer. Sou louca. Também não deveria estar construindo este texto... De toda forma, o faço crescer, para que ninguém leia... Se você - leitor - está lendo até aqui... Parabéns! Você gosta de ler, um pouco... Quer mesmo continuar? Pare!
Não tenho a menor ideia do que ainda porei aqui... Vou colocando o que vem à minha mente... Se surgir algo insano, e você não gostar, a culpa é sua; falei para você parar de ler! Pare!

[(Apaguei a história desse lugar, no texto... Cansei.) X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X ]

Por hora, é preferível parar com este escrito... Ou falarei o que não devo... E estas palavras estão quase tão loucas quanto minha mente (meu cérebro não fica quieto um segundo)... O bom disso tudo é que acredito que ou ninguém lerá... ou, caso alguns leiam, nada compreenderão... "Fica o dito pelo não dito"... Enfim!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Acerca de livros e pessoas

Tanto quanto gosto de descobrir a história contada em um livro... gosto de descobrir acerca de pessoas... Pessoas são como livros... sempre há algo novo para se descobrir, e não há final que não possa ser recomeçado ou continuado... Nem mesmo com a morte... E não serve tanto ouvir o que outras pessoas pensam sobre o livro ou sobre dada pessoa que estou a ler ou observar... Gosto do prazer da descoberta... É muito mais emocionante... Há quem julgue o livro (ou pessoas) pela capa (aparência)... E não é em julgar o livro pela capa que reside o problema... Uma das questões é que muitas das vezes certos seres sequer se dão ao trabalho de irem mais além (observando - lendo)... E ainda há aqueles que fazem uma "leitura" (ou observação) rápida e transmitem as suas impressões, provavelmente, errôneas... Gosto mesmo é do prazer da descoberta... Não temo o novo ou o absurdamente estranho e diferente. E não admito que alguém tente influenciar (negativa ou positivamente) o ângulo no qual estou a observar... Segundas impressões? Aceito. Mas somente após a minha... Sozinha. Parte superior do formulário

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Escrita de guardanapo: O Meu Nordeste...

Gosto de um falar. Do jeito firme do som. Como fosse mulher forte e homem respeitador. Minha língua é assim. Embora exista a do Brasil, meu nordeste tem a sua própria. As palavras são entendíveis e tão belas como um deus-sol. São como a base de uma casa... feita para suportar os mais pesados vendavais. Gosto do tamborete. Ele é só de nordestino. Até a peia me soa bonita, porque é de minha terra. Gosto do "cabra macho" e admiro a "mulher séria". São tipos nordestinos. Aqueles que respeitam o lar. Fazem jus ao que se fala. E se não fazem, evitam falar. Gosto do sol que nasce e da lua que, pra mim, dança. Ela sabe dançar baião e acompanhar o meu cantar. O sol toca a trombeta. E o rei do baião me sopra ao ouvido. E tal letra que me vem, leitor, eu digo, ela é de arrepiar. A letra que o rei dita é, também, meio atrevida e veio para ficar. Fala do nordeste inteiro, da Asa Branca ao mungunzá. 
O texto foi escrito há, aproximadamente, um ano. Na falta de outro papel, utilizei o guardanapo... Aviso que há erros de gramática (ortografia - sei lá), no texto do guardanapo e procurei ser o mais fiel ao texto original, então ainda pode haver inadequações gramaticais - aqui -, não dou importância... e eu não curso medicina, apesar da letra... (risos) 

sábado, 20 de julho de 2013

Ele e eu...

Enquanto ele é a terra eu sou o vento. Ele a firmeza e eu o movimento. Ele a mais concreta razão; eu o fluido pensamento. Entreolhamos-nos, sorrimos, por dentro. Encabulamos-nos um no outro, um pelo outro. E um desejo, por dentro... Vontade de perguntar, conhecer, conquistar e ser conquistados... Até hoje nada mudou, tudo está como no início: puro mistério; daqueles que nunca acabam. Queremos conhecer e nunca conhecemos. Mas apesar de nunca conhecermos, sempre sentimos tal desejo: de ver, olhar, enxergar o sorriso e o olhar um do outro. E talvez vá ser sempre assim... A vontade como um sonho que nunca se concretiza... Talvez por causa de orgulho, não a falta de vontade. Nossos orgulhos e egoísmos ainda hão de nos matar. Se não eles, nos matará a saudade. Esta sempre vem e parece que quer ficar. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Lápis de olho

"Vou já escrever a minha história com um lápis de olho... Na capa do livro mandarei colocar aquele meu olhar... Nas bordas o meu esmalte vermelho... e na contra capa deixarei meu sorriso e darei o meu beijo." 

sábado, 29 de junho de 2013

Atualidade?

            Muitas vezes, certas coisas são passiveis de compreensão apenas com uma cuidadosa mudança de perspectiva. Saia da sua posição, costumeiramente, inerte... Vá atrás da informação e mude o seu ângulo de visão. Não espere nem queira que os outros façam o que somente você pode fazer... Leia, ouça, assista, pesquise e confronte ideias entre amigos, mas pense, reflita. 
            Há uma intenção por trás de muitas coisas, neste mundo... Poucos notam, ou tem medo de perceber... A mídia é um dos meios pelos quais o ser humano é bestializado... Somos levados a acreditar naquilo que ouvimos, vemos ou lemos. Na maioria das vezes não paramos para pensar por nós mesmos... Do mesmo modo poucas pessoas se perguntam o porquê disso e daquilo. Até mesmo particulares, como eu, conseguem criar uma notícia ou explicação para 'um fato' e "levam" muitas pessoas consigo.  Ainda não conseguiu descobrir de qual intenção falo? O controle total... O poder. Bestializar para controlar. Para falar a verdade tudo isto me assusta. Sou feliz porque O SENHOR existe e é bom para com todos os homens. Isso me traz tranquilidade, alegria e paz.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Desculpa

Desculpa,

Se, um dia, feri.
Não foi por maldade...
Diante de Deus,
Não finjo verdade.
Porque de tristezas,
O mundo está cheio...
E é o amor
Que eu sempre semeio...

Se te maltratei,
Foi só sem querer...
Palavra, doeu...
Ter te feito sofrer...
Garanto não mais
Errarei contra ti.
Pois cai em tristeza,
Ao te ver partir... 

Doçura


Não importam as circunstâncias... 
Aja com doçura e amor... 
Ainda que precise ter modos ásperos ou sarcásticos, volte, rapidamente, a ser doce.
Certas coisas já são doloridas demais para estarmos sempre ressecados, por causa das agruras... Então quando estiver alegre brinque, quando estiver triste recolha-se, se assim lhe aprouver, mas não perca a doçura e o amor por si e pelo outro... Ajunte e não separe. Principalmente no meio do povo do Senhor!

É no meio das piores adversidades que precisamos de pessoas amorosas... Então seja a pessoa amorosa que muitos precisam.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Poesia concreta

            Queria poder escrever uma poesia e ler para ele... olhar em seus olhos e falar coisas banais como “hoje está frio, não é?” ou como: “vou passar um café pra gente tomar”. Mas não dá. Nada disso ocorrerá. É impossível. O que se faz com o impalpável? Deixar que o tempo leve embora, e que com o tempo se torne uma vaga memória? Memória que nunca existiu. Tudo é tão vão e estranho, ainda que eu viva isso durante minha vida inteira. É uma pena que não esteja aqui. Só assim eu poderia lhe falar. Sinto saudades do que não vi, de lembranças que não vivi. Imagino momentos e situações que não ocorreram e nunca ocorrerão. Sinto apenas vontade de tê-lo por perto. Queria tanto concretizar uma poesia, em um abraço apertado. Um dos motivos, pelos quais, mais amo o meu nome é que foi ele quem escolheu... Amanhã, 13 de junho de 2013, ele faria 71 anos, se estivesse vivo. Antônio Farias, o meu pai. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

"Enrapadurecimento"

               Rapadura

            Sou como ela, meu bem. Sou feita de raspas das raspas doces e endurecidas de um tacho açucarado.
            Primeiramente me arrancaram, à força bruta, de meu lugar de repouso. Puseram-me no moinho, e já um pouco enfraquecida, fui jogada na fervura. E lá permaneci por muito tempo. Doeu. E quando sai da fervura, estava sem forças e vulnerável. Fui, então, posta de lado, por um bom tempo. Este tempo foi, suficientemente, longo para que o calor da fervura se dissipasse e, por conseqüência, eu endurecesse.

            Hoje eu sou bastante doce, em minha maneira quadrada (careta) de ser, mas mesmo em minha doçura ainda posso te quebrar os dentes. Só que ainda não falei a melhor parte. A que mais gosto. Ela vem depois do “apesar de tudo”. Eu sou o melhor doce que você provará, na vida... Não existem mais engenhos como aquele do qual sai... (Não mesmo). Porque passei por vários os tipos de provas e estou aqui. Fui, inclusive, esquecida várias vezes... Resisti durante muito tempo, sozinha, vendo cada estação, cheia de gente de todo tipo e mudanças climáticas. Tudo sozinha. Se hoje pareço difícil e endurecida é porque passei por tudo isso. Ensinaram-me a ser dura e desconfiada. Mas apesar de tudo, eu só preciso de um pouco (mais) de calor e/ou fogo para derreter.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Parlamentar: pra lamentar!


Você observa o parlamento e lhe vem a nítida certeza...
Você sofrerá tristeza!
Desgraça sempre vem acompanhada... e cada "lamento" tem seu "par"...
Nunca te passou pela cabeça, porque esta raça nomeia-se "parlamentar"?
Olhamos para o cinismo deles e perguntamos: “mas porque vós, parlamentares?”
No que eles nos respondem: “pra lamentares...” 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Acerca da Redução da Maioridade Penal


            Se a proposta de Redução da Maioridade Penal for implantada e ocorrer como um ato isolado, será um erro gravíssimo. O que as crianças e adolescentes precisam é de cuidado, educação digna, boa alimentação e tantas outras coisas, que sabemos, que são importantes para o bem estar de qualquer pessoa. Eu sou contra a Redução da Maioridade Penal, pelo simples fato de que não acredito que isso irá sanar o problema da criminalidade dos adolescentes.
            Muitos dos adultos, que estão nas cadeias, já foram crianças (obviamente, mas o que quero dizer é que já foram esquecidos e abandonados, enquanto eram seres frágeis), e lhes foram tirados (e muitas vezes à força) os direitos de estudar, alimentar-se, vestir-se e dormir dignamente. Caso muitos deles tivessem tido tais direitos resguardados, muito provavelmente as cadeias não estariam tão "amarrotadas" de pessoas, como se fossem molambos: "joga lá, este lixo."
            Caso haja plebiscito, (mas duvido) votarei contra. Lugar de criança (adolescente) é na escola, não na cadeia.
            Os corruptos não trabalham pelo bem do povo, mas o povo continua obedecendo, CEGAMENTE, ao que eles querem: ‘“coisificar’ o cidadão". EXIJAM EDUCAÇÃO PARA NOSSAS CRIANÇAS, para que futuramente, elas não sejam transformadas em bandidos e sigam para serem violentadas nas cadeias, logo após terem sido violentadas nas ruas.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Borboletreando...

         Códigos vagueiam em minha mente, feito fossem borboletas, e vão formando palavras... esses códigos são as letras. Elas voam pelo ar, ao som de uma valsa maluca... e tomam conta de mim, causando um nó na minha cuca. As palavras são charmosas. Não resisto à beleza... E advinha o nome da valsa... O seu título é borboletra. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Quase um epitáfio



            Como ocorre com, pelo menos, boa parte dos seres vivos, certamente, quando eu já não estiver aqui, aqueles que, realmente, me amaram chorarão por certo tempo... e sentirão a minha falta, pelo resto de suas vidas. Com o tempo, a dor se tornará uma lembrança amarga. Não passará, mas será menor. Até mesmo as labutas (e outras dores) da vida, farão com que a cabeça e o coração se mantenham ocupados... E eu terei me tornado mais uma memória triste para ser somada a tantas outras... De certo, ainda em vida,terei trazido algumas boas histórias... Outras nem tão boas, assim. E por tudo serei lembrada... Terei arrancado alguns sorrisos e algumas lágrimas...
            Haverá aqueles que, costumeiramente, santificam os mortos. E, por eles acredito que, serei santificada. Entretanto talvez eu seja “emputecida*” por alguns outros... Mas já não me interessa. Não estarei mais aqui.
            Há ainda os milhões e milhões que não conheci e por eles não fui conhecida. Na vida destes, as borboletas do Afeganistão terão mais influência que a minha ausência. Acredito que alguém disse algo parecido: o importante é que eu terei vindo, vivido (com tudo o que me foi de direito) e partido. 
            É assim que é a vida. E sinto - e deixo de sentir - todas essas coisas ditas acima, por todos que já foram (os que amei e por eles fui amada, os que acabei santificando no pós vida e aqueles dos quais nunca ouvi falar)... Beijos para as borboletas do Afeganistão...

* Transformada (ou nomeada) em puta. 

domingo, 31 de março de 2013

"Quem sou eu"


Informalmente e sem "firulas",

Quero ser melhor do que sou. Mas como não sei quem sou, não sei exatamente o que quero ser. Então deixo nas mãos do Criador. Vou vivendo e procurando segurar as oportunidades que me surgem. Perco umas, outras não. Umas eu seguro com força, e outras deixo ir por desleixo. Assumo fraquezas, com facilidade e isso não me faz melhor que ninguém, pois todo mundo faz isso, nem que seja para si mesmo, ou para Deus. Tenho muitas falhas, e não me orgulho de nenhuma delas. Mas sou orgulhosa (no sentido de não aceitar alguns auxílios), e já me prejudiquei por isso. Dizem que orgulho é burrice, mas tenho. Devo ser burra!! É, talvez eu também seja sincera, e maluca, por escrever coisas assim em local publico. 
Quem me conhece diz que sou maluca. Eles devem ter razão. Vai saber. Ah! é, gosto de tomar banho de chuva e gosto de tomar café, em momentos separados, é óbvio. Minha vó diz que tomar café e ir tomar banho em seguida (mesmo de chuva - creio) entorta a boca. Vai que isso ocorre. Prefiro não arriscar. Se houver alguém por aqui, alguma alma vivente, lendo este "Quem sou eu", leia o blog, se quiser, e fale mal também se quiser. Divirta-se, repasse este endereço para seus amigos [e inimigos também] e parentes; relaxem e digam suas opiniões, através dos comentários. Sem mais, Ibéria Farias, este ser que vos escreve. 

Como diria o carteiro Jaiminho, prefiro evitar a fadiga


Algumas pessoas possuem o "dom" de tornarem-se (ou mostrarem) detestáveis; pois bem, com o tempo eu canso e passo a não demonstrar, sequer, simpatia. Torna-se enfadonho... Esforço, nas relações humanas, só quando vale apena... 

Há algo de bom no sofrimento?

            As canções e poemas mais lindos, geralmente, são feitos dentro (ou após) grande sofrimento... E, por isso gosto tanto de meditar sobre tantas letras de músicas e poemas... Aprendo a compreender, um pouco mais, a cada vez, o ser humano... Vejo pessoas fantásticas, por trás de cada palavra... vejo mundos tão diferentes e tão parecidos com o meu... 
            Embora quem sofra, nem sempre aprenda... Por muitas vezes, não há aprendizado sem sofrimento...  O sofrimento pode endurecer um coração, mas também pode deixá-lo grandioso, ao passo que o torna humilde e manso... Amo o coração de quem é doce e humilde... Mas compreendo que quem não tem um coração assim, precisa muito mais de cuidados e ensino...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Suficiente, assim como o perfume da flor do muçambê


            Se alguém me amar e, um dia, quiser expressar seu sentimento, que escreva uma carta de amor e dê para mim... Dispenso roupa, sapato e bolsa de marca. E se quiser presentear com uma flor, não o faça, não mate a flor. Cultive um jardim com vários tipos de flores... Ou melhor, que cultivemos juntos... Assim, quando estivermos longe um do outro, pelo tempo que for, visitarei o meu jardim, por um motivo mais especial, pois estarei sentindo a falta de quem amo... Sentarei e lerei a sua carta e será como se estivesse ao meu lado, ou do outro lado do jardim, perto de uma roseira. Sentir o perfume das rosas, das margaridas, dos crisântemos, das orquídeas, dos lírios e dos muçambês será como sentir o seu perfume. 
            Mas se não puder escrever uma carta ou cultivar um pequeno jardim, que aceite deitar-se ao meu lado, na grama verde, para juntos, ao dia, olharmos as nuvens, e à noite as estrelas e a lua. E que nesse tempo, de vez em quando ele me olhe nos olhos, e sem falar, diga que me ama. É que as coisas mais simples não têm preço. Elas são “o tudo” que eu quero para uma vida inteira, pois todas as melhores coisas estão nelas.

"Fim de tarde" em "Letras Raras"...

Agradeço primeiramente a Deus... Mas como não agradecer ao meu amigo, Francinaldo, se ele foi quem apresentou esta oportunidade? 
E isso é uma imensa alegria... 
Meu primeiro texto/poema publicado oficialmente... ("Fim de Tarde")
E em revista acadêmica, no seguinte endereço: Revista Letras Raras

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Quem me dera te dar os ventos de mil primaveras, meu amor.


            Mas a vida é dura e não tem facilitado para nós. Então, meu bem, teremos que adiar nossos planos de amor, por tempo indeterminado. Até que o tempo conspire a nosso favor e a vida já não seja tão endurecida conosco. Porque já não sei dizer o quanto lutei para te encontrar. E também não sei se ainda possuo forças para travar ainda mais lutas. Se, ao menos, eu tivesse a esperança de ver você chegar... Mas existem muitos atropelos: horas e horas de distâncias; dias e dias e anos intermináveis. Meu coração segue só, em um frio amargo... Mas tudo bem, é preciso seguir em frente; afinal, é a vida que quer assim. Porém se você quiser, basta um sinal. Qualquer sinal e vou correndo pros teus braços e teus abraços... Porque te amo, porque te quero. Sem você meus dias não têm a mesma graça. Sem teus passos os meus são solitários e sem destino. Porque te amo, porque te espero. Porque te amo, te espero. Ah!, meu amor, como te amo. E você não sabe. Você nem faz ideia... Carrego este sentimento, só. É preciso! Siga a sua vida, enquanto sigo a minha. Bem que poderíamos dizer nossa (vida). Quem sabe um dia?! Um dia... Quem sabe?! Porque amo, espero (...) Ah! Quem me dera te dar os ventos de mil primaveras, meu amor.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

E por falar em sacanagem...


Não... não peçam nem esperem que eu finja algo que não existe.
Se você me causar asco, será apenas uma vez...
E eu ainda prefiro inimizade à falsidade!!
Porque tenho personalidade e não sou de protelar quando a coisa se trata de expulsar os "demônios", de minha vida.
Luto por coisas sinceras, mas por gente safada não visto luto.
Não vou dizer que sinto muito, se você detesta esse meu jeito, porque não sinto.
Se quiser o meu respeito, me respeite. Se quiser minha amizade, aja, pelo menos, com sinceridade.
Não são todos que entram no meu coração. São poucos mesmo. Mas eu sou muito exigente, porque me dou demais. Defeito? Não sei. Também, pouco importa. Se demonstrar ser alguém asqueroso, expulso e fim de papo. Se demonstrar falsidade, expulso. Se desrespeitar...
Ajo com desvelo e carinho... valorizo o que realmente é importante e essencial. Se alguém não fizer o mesmo, é melhor que nem tente aproximação e se já o fez, que "caia fora".
Com a intensidade que me dedico, posso desprezar. Do mesmo modo que se um dia ajudei, posso ignorar.
Não toque no meu nome se não me conhece. Se lhe sou desprezível, finja que não existo. Use de sinceridade e sequer olhe para mim. E só me cumprimente se, realmente, não houver saída.
Demonstre seu asco, assim como demonstro o meu. Detesto falsa doçura. Ou é, ou não é. Seja mulher e seja homem. Fale e segure o que diz. Mas só fale se for verdade. Porque levantar um falso é uma das coisas mais asquerosas que existem. Porque mentira tem perna curta. [Graças a Deus porque é bom e conhece o coração do homem. Graças a Deus porque dá a justa paga aos bons e aos maus, justos e injustos.

domingo, 16 de setembro de 2012


Coisa linda! ^^

Tantas imagens são tão lindas e dignas de reflexão como esta, mas na pressa do dia, deixamos passar em branco, muitas vezes... 
A beleza essencial não está na aparência física, e sim no trato, na ação com o meio, sejam seus componentes frágeis ou não. E os gestos mais doces podem vir de quem você menos imaginou que viria, um dia. 
Mas não olhe apenas o primata (ser forte)...
Olhe também a pequenina borboleta...
Qual terá sido a sensação que ela fez seu amigo sentir?
Será que foi ele que passou confiança para ela?
Ou a medida que a borboletinha aproximou-se, o nosso amigo gorila parou e a observou, com cuidado?
Borboletinhas, observem melhor às suas voltas... Ainda existem seres afáveis disfarçados de gorilas (e não falo só de físico, falo também de modos). Aqueles que enfrentam um mundo, mas dariam de tudo somente para terem um ser tão leve, quanto uma borboleta, ao lado.
E tudo isso vale para meninos e meninas e homens e mulheres. Pois ainda há homens com sensibilidade, como existem mulheres endurecidas, pelas lutas diárias.


Imagem conseguida no link: Salve o Planeta

domingo, 2 de setembro de 2012

"Política", em minha cidade, recebe um nome especial: "Politicagem"!


    Entendo que pessoas miseráveis tanto no tocante a educação, quanto às finanças sejam facilmente ludibriadas por pessoas corruptas...
Mas pessoas que possuem capacidade de auto sustento financeiro e um considerado grau de educação se "deixarem levar" por falsas promessas... Isso eu não admito.
Afinal de contas, o que queremos para nosso país, estado e CIDADE?
O que preferimos?
Escolas e hospitais ou quadras de esportes e cadeias?
Sem educação as quadras de esporte serão depredadas, logo as cadeias ficarão ainda mais lotadas.
Um homem inteligente (não recordo qual) falou que quando se abre uma escola se fecha uma cadeia.
Porque então não exigimos escolas?
E do que adianta a quadra de esportes se não houver um hospital que concerte uma perna quebrada? Para o caso de um(a) jovem esportista ferir-se gravemente.
     Não sou contra às cadeias, elas servem para prender os fora da lei (inclusive políticos assaltantes dos cofres públicos). Também não sou contra às quadras de esporte, muito ao contrário, o esporte faz bem em qualquer idade... e é direito de todos praticar, afinal além de outros benefícios, aumenta a longevidade de uma pessoa.
Mas antes de termos quadras de esporte, precisamos de BONS HOSPITAIS.
E que pensemos mais em escolas, porque somente a educação pode tirar o Brasil, a Paraíba e REMÍGIO da lama.
Ou preferimos que nossas crianças e jovens cresçam sem perspectivas de vida?
     A maioria de nós brasileiros, paraibanos e REMIGENSES é ingrata. Porque só pensa no próprio umbigo e no umbigo daqueles que mais amam. Os outros? Que se virem.
Não pensam nas crianças menos favorecidas. Crianças que não estudam ou crianças que estudam em nossas creches ou em qualquer outra escola... Não pensam nos pais dessas crianças, que passam todo tipo de privação, para tentarem manter seus filhos vivos. Porque saudáveis, essas crianças já não são. Mas é assim mesmo. Não dizem que pobre acostuma-se com tudo? Até com a miséria?! Acho que vocês devem pensar: "Eles não se importam, já devem estar acostumados com o frio, a fome e a falta de educação. Deixa pra lá".
E nessa turma de gente egoísta eu incluo:
Pessoas da área da saúde como enfermeiros e médicos, PROFESSORES, alunos inclusive UNIVERSITÁRIOS, pais de família, empresários, etc.

    Se você tem a consciência limpa, guarde seu coração. Mas se você está se incomodando com o que digitei... espero que pare e reflita às suas atitudes... E se continuar no mesmo caminho, tomando decisões que favoreçam corruptos eu, Ibéria, espero que você se contorça da cabeça aos pés e que seu coração e sua mente sofram, para você sentir, em termos, a agonia de quem precisa de educação e saúde, mas não pode ter. Somente para você aprender, um pouco. Mas você deve ser tão insensível que talvez não dê importância a essas coisas. E talvez esteja rindo, neste exato momento.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Solidão companheira...


              Você que talvez esteja em um possível futuro, hoje tenho outro alguém. Companhia inseparável (porque não fica longe, um só instante). Já não vivo só, a solidão me é como companheira. E me devora. Não tenho passado ou futuro. Apenas o que vivo AGORA. Mas tudo passa. Passa? Sequer sei para quem escrevo essas linhas tão afinadas e tolas. Caso alguém se reconheça como destinatário, peço, que querendo, responda com tal delicadeza que me faça entender que escrevo para esse alguém.
            Só queria mesmo era desejar um feliz 13 de junho de 2012. Quanto ao dia (já passado) dos namorados... Esqueça. Ainda não existimos um para o outro.
            Um dia após o outro e não vejo outra coisa, a não ser o vazio que sua falta me traz. A solidão até virou companheira. Vês que não estou só? E me devora. Passa, dizem que tudo passa.

domingo, 12 de agosto de 2012

Pai,


Pai,
É uma pena que não estejas aqui. Só assim eu poderia te falar.
Sinto saudades do que não vi, de lembranças que não vivi.
Se estivesses aqui, possivelmente eu diria:
....................................................TE AMO, feliz dia dos pais...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

E por falar em manipulação de massa...



            Enquanto a massa for imbecil e deixar-se dominar por uma minoria rica, nada nunca vai mudar. Somos nós que colocamos os governantes lá em cima. Somos nós que podemos tirar! Só que temos medo, acho. Se a massa popular (de todo planeta) resolvesse não comprar ou vender por dois dias, o mundo pararia. Decidiríamos o que quiséssemos decidir... O planeta iria tremer. Com o avanço da tecnologia, que temos, não seria a coisa mais difícil do mundo fazer com que muitas pessoas aderissem a ações desse tipo. Mas enquanto o povo não unir forças, pensando em "um por todos e todos por um", as coisas irão piorar cada vez mais. Logicamente não creio cegamente... Mas sei que com esforço, luta e união ainda podemos educar, alimentar, dar saúde, vestir, profissionalizar e humanizar cada cidadão. Basta pensar um pouco. Porque tudo tem limite... E egocentrismo, em demasia, é burrice. Ninguém vai muito longe, estando só. Que tal pensar, um pouco? Não dói tanto assim. Experiência própria. Penso e ainda estou viva. Sinto que estou viva. Hoje acho que consigo entender muito mais o que o René Descartes sentia ao dizer o seu famoso: "Penso, logo existo".

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Sonhando acordada, em plena madrugada...


              Então a contemplar a natureza, uma linda frase de amor me vem à mente, mas não lembro qual. O rapaz e moça se olham, nada dizem. Olham-se intensamente. De repente, de uma forma doce ele se aproxima e dá-lhe um beijo. Suave e doce, assim como a frase esquecida. As lembranças da frase foram dispersas em um momento de distração, espero que as lembranças (imaginadas) desse casal, não sejam levadas ao vento.
            Ah! E que vento... Ele balançava os cabelos da jovem, momentos antes de o rapaz beijá-la... Mas você deve se perguntar o que o fez querer beijá-la... Terá sido os seus cabelos? Ou o seu perfume espalhado pelo vento? Que nada. Ela pensou na frase e ficou triste porque não poderia anotá-la. A frase iria se perder. Esqueceu. Se perdeu. Um texto começou a se formar em sua cabeça e a mocinha resolveu falar tudo o que lhe vinha à mente. Quem ouvia? A natureza e o moço. E qual terá sido a frase? Aquela esquecida... Sim. A mesma do início. Ela já havia falado a frase e continuou a dizer que a moça e o rapaz se olham e que nada dizem. É exatamente nesta hora e por isso que ele a beija. A jovem fala dos dois, e de um modo lindo. Sem aquelas chamadas “segundas intenções”. Não muito. O jovem percebe que é com ele e aceita.
            O resto você, leitor, já sabe...
            Ela sou eu, criação minha. Nada ocorreu ainda, mas de tanto querer e sonhar acabamos conquistando. Volto para o quarto que não é meu, pois estou de visita, e vou continuar a cena, para ver se pelo menos continuo texto. Faço um trajeto de tudo o que quero, para esse momento. Já sonhei com outros, mas esse foi meu preferido e último, até o momento. E quem sabe realizo?! Sim, ela sou eu.

sábado, 21 de julho de 2012

O rio corre enquanto voo



E andando na mata, de repente, me deparo com uma corda... E tenho a ideia de querer voar.

Quando olho melhor, vejo que ela está amarrada em uma árvore e logo à frente existe um pequeno barreiro e um rio cortando a terra.
É uma lugar bem verdinho, com o céu muito azul, mas mal consigo vê-lo, porque as árvores me empatam a vista.
E o rio corre.
E novamente a ideia de voar... Agarro a corda. Com um pulo, confiro se é mesmo segura e forte. E com mais um pulo, dessa vez é para valer. Começo um voo fantástico. Passo num rasante por sobre as plantas mais baixas e ao passar no rio, sinto a água jogar-se em mim. O rio me lava com as gotas muito frias de suas águas. E já nem tenho vontade de aterrissar, quando chego do outro lado. E o que faço? Assim que aterrisso agarro, novamente, a corda e faço o trajeto contrário. E tudo é tão novo e bom. E de novo. E de novo. Permaneço ali durante todo o dia. E voo como quando era criança. E que bom que percebo ainda ter aqueles mesmos cinco, sete, dez anos de idade. Ainda sou criança.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Conversa informal



Sabe o que faço quando a coisa fica difícil demais pra aguentar?
Simplesmente sigo em frente.
Com o tempo, as coisas vão para algum lugar, sendo ou não o lugar devido, mas vão.
A poeira abaixa... ou não.
Mas eu simplesmente sigo.
Vou andando, pra ver onde o caminho vai dar...
Às vezes de olhos bem abertos. Às vezes os fecho e aperto tanto, para não ver escuridão ou claridade, que dói.
Minhas pernas doem, de tanto que ando. Há momentos que nem o vento me alcança, de tão rápido que vou. Corro.
Às vezes paro e penso um pouco qual rumo tomar...
E lembro de quando li o que a poetisa me enviou: disse que o importante mesmo era a direção.
Mas sabe aquela hora em que você não quer saber de nada? E corre desesperadamente?
Assim eu fico, mas não é sempre.
Você me vê andando, mas é só ilusão de ótica. Às vezes estou parada. Pensando na vida, na noite enluarada.
Morro e ressuscito muitas vezes ao dia. Ah! Mas a vida é assim mesmo. Cheia de altos e baixos.
E quando estou no pé da ladeira e olho quanto chão tenho para subir... ?
Quase paro. Mas subo.
Já lá em cima, descanso um pouco. E aproveito a ladeira. Deito e rolo.
A vida é de um jeito que não controlamos. Não é estática.
A física não explica. Talvez por isso tenham inventado a metafísica.
Mas do quê que eu estava falando, mesmo?
Ah!
Que simplesmente sigo em frente, embora seguir em frente não seja tão simples, assim.
Feche ou abra os olhos. Mas siga. Só ou acompanhado, mas não desista. Descanse, quando não puder aguentar a dor. E corra quando estiver forte.
Vá de peito aberto. Ponha armadura, caso queira. Mas ande.
Levante. Ande. Corra. Sente-se.
Queira alguém ao seu lado. Mas queira, principalmente, você.

domingo, 1 de julho de 2012


      Gosto de fazer conta. Gosto de fazer de conta. E gosto de "faz de conta".
Façamos de conta que o "faz de conta" é de fazer contas... e ninguém dar conta de que a nossa conta não conta certo, mas conta tudo. Conta de o que é de nossa conta e de o que não é. Fala da conta do mercado, dar conta da vida do vizinho, conta até o que não quer.

domingo, 20 de maio de 2012

O valor de falar e calar...

      Hoje, aprendi que nem tudo deve ser dito, e se for dito deve ser feito com todo cuidado. Ninguém é obrigado a suportar todas as dores que lhe são impostas. Ninguém é obrigado a ouvir aquilo que não quer ouvir. Se não tem nada bom pra dizer, CALE-SE. Mas se for falar, tente ver a melhor maneira, e que o outro entenda que você não é perfeito e por isso pode errar. Conversem se for preciso ( e quase sempre é), e calem se for salvar. Entendam que na vida somos eternos aprendizes. Ninguém nasce sabendo. Ninguém é obrigado a entender tudo, sempre. Mas é bom e conveniente para todos que todos se respeitem. Então que sejamos melhor do que fomos... respeitando, ouvindo, falando, amando... Há tempo para tudo? Há! Inclusive de aprender. E isso é pela vida inteira. E mais... Temos como aprender, enquanto não morrermos. Mantenham a calma pois enquanto houver vida, haverá esperança... E que saibamos rir e chorar. Então chorem, mas depois... SORRIAM... POR FAVOR !!

sábado, 14 de abril de 2012

Canto que encanta feito fosse o sorriso da criança

        Porque melhor que o volátil é o amável. Que além de ter, sinto. E é algo maior que tudo o que já existiu. É bom e faz um bem enorme. Não se vai com o tempo, tão pouco a tempestade o leva. E é justamente em meio a furacões que ele mostra o seu poder, mas humilde e manso. Toca todos os dias a canção mais linda, e sua valsa é leve e faz-me flutuar. Como se fosse criança em colo de mãe, sinto que estou segura, ao encontrar... Aquilo que me fazia falta, de repente vem preencher... um espaço que era vazio, pela falta de um (bem) querer. Ah! que doce a vida se torna, quando sinto você presente. Parece que em minha mente (e alma) você nunca esteve ausente. Obrigada por abraçar a menina que te canta. E mesmo eu tendo falhas, nem assim tu te espantas. Realmente te sou grata, por existires em minha vida. Já nem sei o que de mim seria, se te visse em partida. Estão todos curiosos para saber o teu nome... Mas não direi. Teu nome é Raro e único e o mais lindo que há. É lindo em todas as línguas, mas mais linda que tua língua(gem) não há. Esta é a minha linguagem de amar. E quanto ao nome? Quem sentir, saberá!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

       Não quero só palavras, não. Só isso não tem graça. Quero tudo quanto tenho direito. Mesmo que sejam socos hipotéticos, mas não quero só palavras. Elas mudam-se e se vão com o vento e o tempo. Quero firmeza nas ações, também não quero ações quaisquer. Seja enérgico, se precisar. Não seja morno. Quero o frio total ou o calor mais intenso. Não gosto do que é normal. Não me taxe por normal, pois disso passo longe e normal não quero ser. Aja conforme. Ande conforme. Mas nunca conforme-se. Que seja conveniente, mas que seja para mim e para você. E se precisar e quiser, mude. Mas não me venha só com palavras. Aja e seja firme. Prefiro assim.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Insanidade

        Eu, você e todos na humanidade sofremos as intempéries do tempo... que às vezes passa de forma assustadoramente rápida, noutras vezes sua lentidão é bem cruel. Mas a culpa é nossa, que nos tornamos apressados em tudo, que apagamos, todos os dias, a beleza de olhar o céu. Dançar na chuva. Que permitimos que a pressa dos negócios vantajosos tomassem lugar em nossas vidas. Nós nunca estamos conformados com o que possuímos. Ao passo que nos conformamos com esse pouco que a forma de viver com pressa e disputa diária nos trás. Deveríamos voltar a viver coisas pequenas. Mas se um quiser voltar, outros intentam em derrubá-lo. E o jeito? É correr atrás do "tempo perdido". Como se não valesse mais apena viver coisas simples. Coisas simples, essas, que podem salvar a vida de alguém. Pessoas vivem só, em meio a multidão. Já nem se importam mais se vivem isoladas. Ainda por cima preferem estar sozinhas. Ou no melhor dos casos preferem a companhia de animais. E a consequência disso é a morte literal ou não. Morrem para si e para a sociedade. Transformam-se em apenas mais um bem de consumo financeiro. Estou errada? Uma desgraça todos os dias, e a mais recente é sempre pior e mais dramática que a anterior. E tudo parece normal. E fácil de conviver. Ficamos assombrados com as tragédias, mas somos coniventes quando dizemos que fazem parte de nossos dias e não fazemos nada para saná-las e ao menos torná-las menores. E o que chamamos de vida segue. E vamos em frente como se fossemos animais indo para o abatedouro. Cegos e longe de nossa consciência, acabamos como imprestáveis, que nada fazem e por nada lutam; ou descartáveis, quando num dia mata-se um, suicida-se outro e pensamos o quanto é triste, mas logo esquecemos de procurar fazer o que é justo. E segue a boiada... e seguem os burros com seus cabrestos... E ninguém nunca faz nada. Estou errada? Insanidade!!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Aceita um desafio?

          Não adianta (nem precisa) fazer estardalhaço. O que há de mais lindo é feito com modos singelos. E não é que são os pequeníssimos detalhes que fazem aquela diferença?!... Gosto de sutilezas... Dos passos lentos e tranquilos. Gosto do que pode ser suave. Daquilo que responde como simplicidade... Obviamente, também quero aquilo que possui energia, que é forte e, apaixonadamente, atraente. Parece que venho mudando meu conceito sobre paixões? Sei lá. Mas até as paixões possuem pequenos detalhes. Daqueles inesquecíveis (algumas vezes se tornam odiáveis - embora isso não venha ao caso) que tiram nosso pé do chão. Mas gosto do que faz sentir-me segura. Porque sendo ou não paixão; e sendo ou não sutil, preciso saber que ali é o "meu lugar". Ou... nunca abrirei a guarda. Conquista-me, se puder.

sábado, 24 de março de 2012

A chuva

            Até que fim as nuvens derramam o seu néctar sobre a terra. E faz nascer a erva verde e flores de todas as cores virão, mas em próxima estação. Enquanto isso continua surgindo as árvores... E só por causa das nuvens é que a terra fica embriagada e, embriagadamente, jogam um encanto sobre mim e eu escrevo coisas assim, para quem gosta da dança que a chuva faz. A chuva é quem maestra o ritmo da minha festa e tudo isso me satisfaz. Chove.

Memórias de uma infância

Ah! Como lembro. De tempos de minha infância. De coisas que eu vivia. Minha mãe preparava o lanche para eu levar para a escola. Mas primeiramente, tentava me acordar. E como eu dava trabalho... E dormia... e dormia. Ela me vestia, e eu dormia. Colocava meu sapatinho, e eu ainda dormindo. Dessas coisas eu não lembro, ela é quem me conta. Seguia para a escola. Lembro mesmo de quando chegava a famosa hora do lanche. Como nem sempre eu levava comida, minha mãe levava um copo com leite quentinho e um pão com ovo. Ai que saudade. Os alunos riam (tão bobos). Preferiam (e criam ser melhor) comer balas e bombons, mas eu gostava do que dona Helena fazia. A saudade é alegre, mas é saudade. Creio que estava aos 7 e 8 anos de idade... Oh! Que tempos bons e tão doces e alegres. Tempos que eu brincava e isso era minha maior responsabilidade. Meu maior dever. Ser feliz. Lembro que minha mãe dizia: “Vá brincar, minha filha”. E eu que queria lavar a louça... (risos). Hoje é tudo tão diferente... (mais risos).
            Minha mãe não permitia que eu ou meus dois irmãos saíssemos para brincar na rua, mas sempre possuímos espaçosos quintais. E brincávamos... (eu poderia ter brincado mais, porém eles eram chatos). Lembro que os dois faziam brincadeiras de menino (afinal meninos), e eu queria brincar junto, mesmo menina. Eles diziam: “Não. Isso não é brincadeira de menina”. E eu saía muito brava e acabava brincando com minha boneca e algumas panelinhas. De vez em quando brincávamos juntos. E disso? Tenho muitas saudades. Saudades alegres. Saudades doces. De coisas que não voltarão jamais, infelizmente.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Identidade

        Devo ser mesmo alguém estranho e estranhamente sigo. E ando de modo diferente. Meu falar é esquisito. Meu portar exagerado. Às vezes com os cabelos assanhados, me sinto como estivesse ao vento. Minha voz descompassa ao som da tua passada. E fico nervosa, mas aguento. Às vezes é só um fingir. Finjo que aguento. Devo ser mesmo estranhamente apaixonada. Mas rejeito. Nego. Dizem que só sabe a felicidade quem viveu ou vive uma paixão. Do contrário não vale a pena estar vivo. Não sei. Sei lá. Devo mesmo ser doida. E doidamente sigo. Como alguém que sem destino, vive a vagar. Ando por ruas escuras. Às vezes me vem um clarão. Finjo que nem vejo. E passa. Ando com vendas na face. Gritam e não ouço. Também nada digo de mim. Para que? Ninguém responde o que quero saber. Daí eu sigo em frente, e como alguém demente, a culpa vem me bater. E faz sem piedade. Vá. Fale. Esperneie. E digo não. Sou teimosa. E teimosa que sou, sigo em um lugar que não tem dono. Terra de ninguém. Acho que gostaria de encontrar uma mão que me desse um sinal. Dissesse o sentido de meus passos. Ou andasse comigo, e juntos déssemos sentidos às nossas vidas errantes. Afinal viemos. Quando sairemos só o senhor tempo é quem decide. Ando sem rumo e direção. Vivo na contramão de quem vai e volta. Sou um circulo maluco. Sempre volto ao inicio de tudo. E nunca entendo nada.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Pátria que me pariu (e que me puniu, depois de me parir - Brasil)

Brasil, pátria que me puniu, depois de me parir.


Só há bundões no samba...
e nas reivindicações.
O meu país é bamba,
De gente que não pensa.
Só há bundões no samba
E boca que comida não entra.

O meu país é grande, nele
Vejo muita beleza.
Vivemos numa grande rede,
De gente que não usa a cabeça.
Só a bunda?

Ache ruim quem quiser.
E se puder prove o contrário.
Mas cuidado com seu argumento
Só preciso do seu salário,
Para mostrar que você também não tem documento.

Vivemos num país sem lei.
Onde quem manda é o errado,
E ai de mim se tentar falar um "ei!"
Posso terminar degolado...
Pensa que estou mentindo?
Vem ver a política do meu Estado (nação)

Vivo em uma terra de uma incomum beleza,
E só não percebe quem for cego.
E mesmo diante de tudo, não nego,
Seria melhor não ter de enxergar safadeza.

Meu país é lindo e é uma nação tropical
O seu esplendor faz-me pensar: será que sou Tereza? (Deus me livre)
E quase penso fazer parte de uma importante realeza (Deus me livre)
Mas de repente vejo: boa parte disso não passa de safadeza.

Desculpem-me os "eza". Causaram certa estranheza.